Contracepção de Emergência
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A contracepção de emergência é um método contraceptivo a que se pode recorrer depois de uma relação sexual em que não foi utilizada contracepção ou quando existe falha no método contraceptivo utilizado regularmente, por exemplo a pílula.

Existem duas formas de contracepção de emergência: a Pílula de Contracepção de Emergência e o Dispositivo Intra-Uterino de cobre (D.I.U.) A contracepção de emergência deve ser tomada até às 120 horas após a relação sexual de risco. Quanto mais cedo for tomada, maior é o seu grau de eficácia. Sempre que possível deve ser tomada nas primeiras 12 horas após a relação sexual.
Tenha em atenção que:
A contracepção de emergência é para se utilizar em situações de excepção.
Não deve ser utilizada regularmente.
Em nenhum caso deve substituir os meios habituais de contracepção.
Não protege das doenças sexualmente transmissíveis.
A contracepção de emergência, vulgo pílula do dia seguinte, é um método que pode ser utilizado após a falha na utilização de um método contraceptivo ou após uma relação sexual não protegida.
O que é a contracepção de emergência?
A contracepção de emergência, vulgo pílula do dia seguinte, é um método que pode ser utilizado após a falha na utilização de um método contraceptivo ou após uma relação sexual não protegida. A toma desta pílula específica, em situações de emergência, pode prevenir, com eficácia e segurança, uma gravidez não desejada. Contudo, não deve ser utilizada recorrentemente só por ser mais prática.
Em que situações se deve utilizar a contracepção de emergência?
A contracepção de emergência deve ser utilizada nas horas seguintes à relação sexual que se julga de risco, ou seja, que se efectuou durante o período fértil (entre o 12º e o 16º dia após o início do período menstrual), de preferência o mais breve possível até ao período máximo de 72 horas.
Pode ser utilizada nos seguintes casos:
Falha ou erro na utilização de um método contraceptivo;
Rompimento do preservativo ou permanência dentro da vagina;
Erro no cálculo do período fértil;
Falha do coito interrompido;
Deslocamento do dispositivo intra-uterino;
Erro na toma da pílula, no caso de ter havido relações sexuais;
Violação.
Como funciona a contracepção de emergência?
A contracepção de emergência pode actuar de várias formas para prevenir uma gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada.
A Pílula do Dia Seguinte pode:
Impedir ou atrasar a ovulação;
Impedir a fecundação/fertilização;
Impedir a implantação dum ovo na parede do útero.
A contracepção de emergência é abortiva?
A pílula do dia seguinte tem efeitos abortivos no caso de impedir a nidação. Pode prevenir três em cada quatro gravidezes não desejadas, evitando o recurso ao aborto. A comunidade científica definiu o começo de uma gravidez a partir do momento que se dá a nidação (implantação) do ovo nas paredes do útero. Se a nidação já tiver acontecido, num período superior a 72 horas, a contracepção de emergência não produz um efeito anticonceptivo.
Quais os efeitos secundários do uso frequente da contracepção de emergência?
A contracepção de emergência pode provocar náuseas, vómitos e diarreia e, por vezes, também dores de cabeça, tensão mamária ou retenção de líquidos. Uma boa estratégia para reduzir as náuseas é tomar a pílula com a comida ou à hora de deitar. A toma de um anti-émetico (anti-enjoos) antes de iniciar a contracepção de emergência também é uma boa forma de reduzir as náuseas.
As mulheres que não podem tomar a pílula podem usar a contracepção de emergência?
Sim, porque o que se verifica é a toma de uma dose de estrogénio pontual, o que não tem riscos tão elevados para a saúde da mulher comparada com a pílula combinada. No entanto, também já existe contracepção de emergência sem estrogénios, possui menos efeitos secundários e é mais eficaz.
Existe algum problema em tomar a contracepção de emergência todos os meses?
Tomar a pílula do dia seguinte mensalmente, e inclusive mais de que uma vez no mesmo ciclo, provoca não só uma diminuição da sua eficácia como também grandes irregularidades no ciclo menstrual, precipitando também lacerações no colo do útero.
O que fazer se surgirem vómitos dentro das três horas após a toma da contracepção de emergência?
Se isto acontecer, é muito provável que os comprimidos não tenham sido absorvidos pelo organismo, por isso deve repetir a mesma dose.
Tomei a contracepção de emergência e alguns dias depois tive uma hemorragia semelhante à menstruação. É normal?
Não se preocupe pois esta hemorragia é perfeitamente normal. Não se trata aliás da menstruação, mas sim duma pequena perda de sangue provocada pela toma da contracepção de emergência. A menstruação deverá aparecer na altura esperada, mas também pode surgir uns dias mais cedo ou mais tarde.
A contracepção de emergência é cem por cento eficaz?
Não. Existe mesmo assim a possibilidade de uma gravidez. O risco é porém menor. O uso frequente não é recomendável tanto pelos efeitos secundários que pode provocar quanto pela menor eficácia contraceptiva em relação a outros métodos. Também provoca em alguns casos problemas de infertilidade. No entanto, é utilizada há cerca de 20 anos em muitos países e foi considerada segura para a mulher pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo distribuída nos campos de refugiados e nos programas de saúde reprodutiva de responsabilidade das Nações Unidas.
Onde se pode adquirir a contracepção de emergência?
Pode ser adquirida gratuitamente nos centros de atendimento a jovens e nos centros de saúde ou hospitais. Pode ser também comprada nas farmácias. Actualmente existem diversas marcas disponíveis: algumas são vendidas mediante receita médica, outras são de venda livre. Porém, deve sempre aconselhar-se junto de um profissional de saúde.


